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VANCOUVER JAZZ FESTIVAL - Q&A E TALVEZ UMA NOVA MÚSICA!


Confira abaixo a tradução de uma entrevista de Sarah por telefone ao Canadian Press, na qual ela conta sobre o que podemos esperar sobre sua apresentação no Vancouver Jazz Festival, que acontece no próximo sábado, 24/jun. Entre suas clássicas, pode até rolar uma nova música (!), intitulada "The Long Goodbye".

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TORONTO - Sarah McLachlan jamais se consideraria uma cantora de jazz. Sendo assim, ela quer que os fãs saibam o que esperar em seus próximos shows do festival de jazz.

Não vou tocar nada de jazz - vamos deixar isso claro", diz a fundadora da Lilith Fair de sua casa em Vancouver, em uma entrevista telefônica.

Um ponto que vale a pena esclarecer é que ultimamente há muitas cantoras pop participando de festivais de jazz proeminentes do Canadá.

"Minha suposição é que o jazz e o folk estão tentando essa diversificação", ela sugere.

McLachlan conhece os desafios do negócio referente a festivais de música. Ela lançou um dos festivais mais influentes da década de 1990 (Lilith Fair), que acabou fracassando nas vendas de ingressos durante uma tentativa de ressurreição há alguns anos atrás.

McLachlan falou com a imprensa canadense sobre os desafios do circuito do festival de jazz, a escolha de um setlist, e sobre participar como backing vocal em uma música do Tragically Hip.

Ela se apresentará no Toronto Jazz Festival no próximo sábado, e em Vancouver na segunda-feira.

Canadian Press: Seus fãs pode ser surpreendidos por você estar envolvida em alguns grandes festivais de jazz do Canadá. Se você não tocará jazz, o que podem esperar?

Sarah McLachlan: Farei uma apresentação simples, com quatro integrantes (na banda). Acho que será uma apresentação de 90 minutos - ou algo parecido -, então vou simplesmente apresentar as músicas que o pessoal gosta de ouvir. Tenho uma nova música (chamada "The Long Goodbye"), talvez eu apresente essa.

CP: Então você está aderindo ao "estilo McLachlan" - mas você escolheu alguma música que teve influência do festival de jazz?

McLachlan: Na verdade, não. Estou olhando para o arco emocional do show, e faço essa espécie de união musicalmente. Acho que as músicas são cartões-postal históricos da minha vida. Porque eu componho a partir de um ponto de vista emocional... você não iria gostar de ter um punhado de músicas sentimentalmente tristes, porque é muito deprimente. Então, assim como a vida, eu tento criar (no setlist) um equilíbrio entre felicidade e tristeza.

CP: O Tragically Hip está planejando algo como sua última turnê neste verão, já que o vocalista Gord Downie está enfrentando um câncer cerebral incurável. Qual foi sua reação quando ouviu a notícia?

McLachlan: Obviamente é algo devastador. Ele é icônico, de uma banda icônica. Eu até conheço sua família, e nessa perspectiva, é muito difícil.

CP: Você trabalhou com o Hip em uma versão alternativa da música "Emergency", que não apareceu no "Day For Night" em 1994, mas ressurgiu alguns anos mais tarde no evento "30 Hour Famine", voltado para a fome no mundo. Como foi trabalhar com eles?

McLachlan: Eu passei um dia com ele (Gord) e a banda... Fiz backing vocal. Foi um experimento. Eu acho que mesmo quando nós estávamos fazendo isso nós ficamos tipo, "Ehh, eu não sei se isso vai funcionar, mas é certeza que vamos tentar. Por que não?"

CP: Neste verão faz 19 anos que a Lilith Fair iniciava. Logo após o festival (relançado em 2010), você disse que o conceito não era mais relevante. Você vê um espaço para um festival centrado na música feminina, nos dias de hoje?

McLachlan: Eu realmente não cheguei a reconsiderar isso. Várias mulheres artistas bem sucedidas neste momento têm um sucesso tão grande que estão até vendendo (seu trabalho) para fora por conta própria. Talvez seus acessores não achem que elas precisam fazer parte de um festival como esse, porque elas não ganharão tanto dinheiro fazendo isso.

CP: É difícil ignorar que o lineup do festival de jazz deste verão não considera muito artistas do sexo feminino - especialmente atos liderados pelo sexo feminino.

McLachlan: Há uma série de razões possíveis para isso. Quando estávamos elaborando a Lilith era incrivelmente desafiador que os artistas que queríamos participassem - e pedimos a todos -, que pudessem ficar uma ou duas semanas fora de sua programação das agendas lotadas de verão para participar de um festival... . Depois, isso também envolve dinheiro. É um trabalho duro!
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