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ENTREVISTAS - NATAL, GRAMMY E O QUE VEM EM 2018


Na última semana Sarah concedeu uma entrevista à Huffington Post e outra à Parade, falando sobre sua indicação ao Grammy 2018, o que costuma fazer durante o Natal, sua família, como conserva uma boa saúde, e sobre um possível novo álbum em 2018!

Confira a tradução:

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PARADE

Parabéns por mais uma indicação ao Grammy. Você está em boa companhia junto de Michael Bublé, Bob Dylan, Seth McFarlane e Tony Bennett! Como você se sente sobre a categoria de Best Traditional Pop Vocal Album?
Me sinto super lisonjeada por ser indicada. Meu último álbum natalino, Wintersong,  foi lançado há 10 anos, e fui indicada (à premiação) em 2007. Sempre me propus a fazer música e fazer o meu melhor trabalho, e isto é um 'extra' encantador. Mas não estarei presente no Grammy,  porque vou para o Havaí comemorar meu 50º aniversário!

Como é colocar seu próprio estilo em músicas que todos nós já conhecemos e gostamos?
Desta vez, em contrapartida ao primeiro álbum natalino,  foi um pouco difícil escolher as músicas, do início ao fim. Foi muito divertido fazer os arranjos para tornar cada música única. Foi difícil, mas tive o luxo de passar um bom tempo no estúdio. Trabalhei com meu produtor, Pierre Marchand, que mora em Montreal, que fez seis viagens e trabalhou 12 horas por dia. Ganhei um Juno por este trabalho.

Você possui tantas premiações... gosto especialmente do diploma honorário de Direito.
Tenho alguns diplomas honorários. Os amigos me chamam de "doutora"!

Vi que a Billboard te chamou de "cantora pop alternativa". Você prefere outra rotulação?
Sou apenas eu mesma. Acho que as pessoas usam rotulações para ficar mais fácil de organizar tudo em uma caixinha. Não vejo a música assim, pois minha música é mais ampla do que isso. O pop alternativo poderia ter sido um rótulo com mais sentido para mim nos anos 90.

Lilith Fair será sempre associada a você e vice-versa, e celebrou seu 20º aniversário neste verão. Haverá mais festivais?
O sucesso de Lilith Fair foi baseado em momentos e necessidades particulares. Era uma geração de mulheres que curtiam este tipo de música, criando uma tempestade perfeita. Digo que não posso trazer o festival de volta porque não tenho o mesmo poder que costumava ter. Precisamos de alguém como Adele, Taylor Swift, Lorde, Katy Perry ou Beyoncé. Assim como Woodstock, Lilith teve seu momento. Fizemos novamente em 2010 e foi como um desastre. Agora as mulheres não topam gastar $125 facilmente para ficar em pé o dia todo em um show. Elas têm filhos, seus empregos e hipotecas.

E você está fazendo outras coisas, isto seria um grande esforço.
Sinto que minhas prioridades mudaram. Sei o quão trabalhoso seria trazer isso de volta. Estou ciente das limitações e energia necessárias para criar algo maravilhoso. Quando você assume demais, a qualidade diminui.

Você fez alguns trabalhos muito bons com os ganhos da Lilith Fair.
Doamos 1 dólar de cada ingresso vendido para um abrigo local de mulheres. Fomos socialmente responsáveis, e também parte da comunidade. Eu era hippie e nunca tive ilusão por dinheiro. Consegui usar o dinheiro arrecadado para começar minha escola de música. Gosto de gastar um pouco por vez para que o programa tenha mais qualidade.

E agora, no que você está trabalhando? Pode compartilhar conosco?
Estou me afastando lentamente, e escrevendo muito. Espero estar no estúdio no ano novo. Estou muito agradecida por não haver uma data final planejada.

Nos conte mais sobre sua maravilhosa família.
Tenho duas filhas, com idades de 10 e 15 anos, e elas são inacreditáveis. São ferozes, independentes e fortes. Minha filha mais velha já está mais independente, muito confiante. Todo mundo diz que ela obteve isso de mim, mas sinto que ela traçou sua personalidade sozinha. Quando eu tinha 15 anos, não era essa pessoa confiante. Eu estava insegura. Minha filha de 10 anos segue com orgulho os passos da minha filha mais velha. Compartilho a custódia com o meu ex-marido, mas ficaremos todos juntos no Natal e tudo será muito amigável.

Você é uma surfista entusiasta. Onde você encontra suas ondas?
Vou para Tofino, na costa leste de Vancouver Island, junto a uma comunidade pequena de surfistas. Nos divertimos surfando. Eu até mesmo já surfei com neve no inverno! Vou para o México no ano novo, e minhas filhas estarão lá também.

O que você faz para se cuidar física e emocionalmente?
Faço caminhada todos os dias sozinha na floresta, geralmente 10K, com meu labrador chocolate Poppy. É minha caminhada de meditação. Trabalho nas minhas ideias e adoro isso! Vou para a academia duas vezes por semana para treinar resistência. Fiz yoga por 25 anos, mas meu professor se mudou e deixei este hábito. Tenho um círculo social muito forte, jogo Sudoku e minha saúde mental é muito boa. Quando não está muito boa, vou tocar piano e tudo se dissolve bem rápido.

O que está no topo da sua lista de Natal?
Saúde para mim, meus amigos e minha família, e ter mais tempo livre.

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HUFFINGTON POST

Como você descobriu que Wonderland foi indicado ao Grammy?
Meu empresário me enviou um e-mail e eu olhei o e-mail rapidamente, mas ainda não tinha tomado café da manhã e não li por completo. Pensei que fosse uma indicação para o Junno. Então comecei a receber ligações. Meu ex-marido (o baterista Ashwin Sood) me ligou e disse 'que legal que você foi indicada ao Grammy!'.

Como você se sente sobre receber as premiações desde o começo de sua carreira?
Agora estou menos horrorizada, por ter uma noção sobre o que é ganhar.

Horrorizada sobre ganhar?
Sim, eu costumava ficar horrorizada com a ideia de ganhar porque eu teria que subir lá e falar em público. Sei que isso é ridículo mas eu ficava apavorada sobre tropeçar e cair ao andar de salto alto, que quase nunca uso. Ou sobre não agradecer as pessoas. Eu tinha muita ansiedade sobre isso. Eu ficava pensando 'Por favor não chame meu nome! Por favor não chame meu nome! Por favor não chame meu nome!' (risos). Eu nunca achava que ia ganhar, então nunca estava preparada pra nada. Agora estou aceitando com mais tranquilidade. É muito amável, embora não seja meu objetivo fazer as coisas para ganhar. Não penso desta forma. É encantador ser indicada.

Este foi seu segundo álbum natalino. Qual foi a razão em querer gravar outro?
Basicamente porque todos ficavam me cobrando sem parar (risos). Tinha um certo número de variáveis, uma delas era que eu tinha uma adolescente em casa. Senti que deveria ficar em casa por causa dela. Fiquei feliz por estar, uma vez que ela se tornou independente e mais forte. Fiquei agradecida por ter um ano para estar em casa com ela. E também, entre publicar um álbum natalino e publicar um álbum com material original, há uma janela pequena de criação, turnê e marketing... elaborar um álbum natalino é ótimo porque você não precisa compor. O tempo no estúdio é bem menor. Escrever as letras é a parte mais difícil para mim, apesar de ser um grande desafio.

‘Huron Carol’ é uma música que os americanos não estão muito familiarizados. O que esta música significa para você?
É uma música que eu cresci ouvindo. Tenho ouvido diferentes variações dela. Acho que é uma das melodias mais bonitas e esquisitas. É certamente minha tendência. Achei que seria divertido trabalhar com o Half Moon Run nela.

Como você vai passar a temporada de festas esse ano?
Receberei as pessoas em casa à meia noite. Todos cantamos hinos natalinos, comemos e bebemos. Não fiz planos para o ano novo. Não creio que deva fazer toda aquela lista de planos para o ano novo só porque é 1º de janeiro. Acho bobagem! (risos).

Qual é seu álbum natalino favorito?
Oh! O álbum natalino de Harry Belafonte, de 1962. Amo muito.

Como você cuida da sua voz?
Não fumo. Me alimento super bem. Me cuido mais quando estou em turnê porque tenho que cantar toda noite. Aqueço minha voz por cerca de uma hora em cada noite. Tento não ficar falando muito durante o dia. Bebo água quente com mel e limão. Tomo muita vitamina D.

Sua última composição foi "The Long Goodbye". O que te inspirou a liberar apenas esta música?
Eu a escrevi e estava plenamente ciente de que não tinha material para publicar um álbum. Então as pessoas sugeriram que eu liberasse apenas esta música. Não queria que ela ficasse parada até ficar obsoleta. É uma música na qual sou apenas eu e o violão. Eu precisava dizer o que estava sentindo, liberar este sentimento. Eu estava abrindo shows para o Josh Groban no último ano e gostaria de apresentar material novo. É excitante como artista ter algo novo em que você colocou seu coração e alma.

Quais seus planos artísticos para o próximo ano?
Definitivamente vou para o estúdio com um punhado de músicas para um novo álbum. Tenho que terminar de compor.

Você vai trabalhar com Pierre Marchand novamente?
Certamente adoro trabalhar com ele. Vou explorar a possibilidade de trabalhar com outras pessoas e me desenvolver.

Sua escola de música está prosperando. Na sequência desta nova nota fiscal dos EUA, o que você acha que os artistas estabelecidos podem fazer para proteger a relação entre os jovens e as artes?
Para ser franca, não tenho prestado atenção nas notícias ultimamente, pois é muito deprimente. Penso que a orientação em geral é realmente importante. As pessoas mais antigas e estabelecidas têm muitas coisas para oferecer aos mais jovens. A orientação é uma das razões pelas quais nossas escolas são tão bem sucedidas. Muitas dessas crianças não têm muitos modelos importantes. Os professores se tornam alguém que cuida deles e ensina-lhes que suas opiniões e sentimentos são válidos. Que eles têm dons e poder. Seja músicos ou empresários, é importante ter consciência de que todos nós temos dons que podemos compartilhar. Acho que a música e as artes são imperativas para nossos filhos por conta de sua aprendizagem criativa e sua educação emocional, que cria melhores adultos. Estou fazendo o que posso para tentar pegar o gancho e aplaudo qualquer um que tente devolver isso à sua comunidade.

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Fontes: huffingtonpost.com | parade.com | Photo by @kharenhill 


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