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Biografia

Sarah McLachlan é uma cantora e compositora nascida em Halifax, província da Nova Scotia no Canadá, no dia 28 de Janeiro de 1968.

Sarah foi adotada por dois acadêmicos expatriados americanos. A família dela também consiste de dois irmãos mais velhos, Ian e Stewart, que são cinco e três anos mais velhos que ela, respectivamente. As três crianças são adotadas.

Sua formação musical começou aos quatro anos, quando ganhou um ukulele (pois um violão era um instrumento muito grande para ela). Mais tarde seus estudos foram completados por doze anos de aulas de violão, oito anos de aulas de piano, e cinco anos de treinamento de voz (incluindo três anos de ópera).

Sarah era uma adolescente problemática e solitária, apelidada de “medusa” pelos valentões da escola por causa de seu cabelo encaracolado. "Eu sempre cantei. Era meu “cobertor de segurança. Eu cantava para mim, por conforto, por alegria, quando estava com medo, por qualquer motivo. A música era minha melhor amiga constantemente”. Quando adolescente, os pais de Sarah eram muito rígidos. Ela era autorizada a sair apenas uma noite por semana e tinha que estar em casa às onze da noite. Ela já chegou a ficar afastada por um verão inteiro. "Eles eram muito, muito rigorosos. Não era por maldade. Minha mãe era rigorosa, porque ela me amava e queria me manter segura.”

Durante o ensino médio, Sarah fez amizade com colegas locais que tinham talentos artísticos e musicais. "Pensei, 'finalmente alguém gosta de mim’. Eu sabia que não era feia nem estúpida por completo." Quando adolescente, Sarah ouvia Peter Gabriel, Kate Bush e Joan Baez, cujas obras influenciaram sua música. Durante este tempo, Sarah também começou a se apresentar ao vivo. "Fiz meu primeiro show na frente das pessoas quando tinha 17 anos, e soube imediatamente que era exatamente aquilo que eu queria fazer da vida. Eu não tenho quaisquer aspirações a ser uma estrela do rock, necessariamente. Eu simplesmente amei o feedback que recebi durante a apresentação, sentindo que as pessoas gostavam de mim." Em 1984, Sarah foi descoberta por um executivo de gravadora Nettwerk em sua primeira performance da Universidade Dalhousie, em Halifax. Na época, Nettwerk era uma pequena gravadora canadense com sede em Vancouver, e Sarah fazia parte de uma banda chamada The October Game. "Estava eu lá em pé, a garota solitária, que tinha sido humilhada por toda a vida, e as pessoas estavam sorrindo para mim. Era tão claro para mim o que eu queria fazer."

Formada em 1985, a banda The October Game era um grupo de rock experimental liderado pela voz de Sarah, que se juntou a eles quando tinha 17 anos. Sua voz, além da presença de palco com movimentos estilizados para complementar a densa música melódica do grupo, chamaram a atenção de Mark Jowett, da gravadora Nettwerk, que mais tarde ofereceu um contrato a Sarah.

As apresentações do grupo eram marcadas por serem intensamente visuais, utilizando-se de efeitos de projeções por de trás do palco. Sarah foi responsável por boa parte do material do grupo, e já demonstrava ter algo bastante particular e poderoso em sua voz.
A gravadora Nettwerk deu uma chance a ela para gravar fitas demo, mas seus pais se recusaram a oferta e decidiram que o melhor para a filha naquele momento era concluir o ensino médio e cursar uma faculdade. Sarah explica a perspectiva de seus pais na época: "A única coisa que tinham ouvido falar sobre rock n’ roll foi quando alguém teve uma overdose." Depois da escola, Sarah decidiu estudar arte em Halifax.

Enquanto estudava na escola de arte, Sarah conheceu sua mãe biológica. Sarah descreve o incidente como "uma completa coincidência". Depois de descobrir que a mãe de Sarah estava procurando por ela, sendo que Halifax é uma cidade relativamente pequena, um conhecimento mútuo apresentou os dois. "Foi estranho e continua a ser estranho. Eu nunca realmente estava interessada em conhecê-la. Eu amo muito minha mãe, e ela é muito insegura sobre tudo isso. Eu não quero magoar minha mãe biológica também, mas a minha mãe é minha mãe. Para mim, é fascinante conhecer minha mãe biológica. Minha mãe e meu pai me deram uma vida maravilhosa."

Ao mesmo tempo, a gravadora Nettwerk ofereceu a Sarah um contrato de gravação de cinco álbuns. Desta vez, Sarah tomou a decisão de se mudar para Vancouver para trabalhar em seu primeiro álbum. "Por mais que eu tivesse alguma coisa por dentro que sempre me guiou e me fez sorrir e seguir em frente, deixei Halifax com um longo caminho a percorrer." Isto ocorreu em 1987. O álbum de estréia, Touch, foi lançado em 1988 e teve distribuição pela Arista Records. Touch foi lançado quando Sarah tinha apenas 19 anos de idade. "Eu posso olhar para trás, para Touch, e vejo que me “encolho” muito em algumas das letras, mas ao mesmo tempo adoro isso, porque tinha 19 anos quando as escrevi e ainda estou orgulhosa porque não sabia ao certo o que eu estava fazendo, porque eu nunca tinha escrito uma canção antes e agora posso ouvir as letras e perceber que estava realmente tentando ser séria, o que é engraçado, porque quanto mais amadureço, menos eu me importo em ser tão séria, é como se eu finalmente me permitisse a não ser tão séria." Sarah admite que o álbum Touch foi em grande parte influenciado por Kate Bush. Touch tornou-se sucesso no Canadá e foi lançado mundialmente em 1989.

Dois anos depois, Sarah colocou nas lojas Solace, que mostrou o amadurecimento profissional da cantora e compositora. Este álbum marcou o início de sua longa relação de trabalho com o produtor Pierre Marchand. Solace foi originalmente rejeitado pela Arista, nos Estados Unidos, e teve que ser reformulado ao longo de um período de nove meses, em 1991. "Nós enviávamos materiais que simplesmente nos agradavam muito, mas nos ligavam e diziam: ‘não é isso’. Eu dizia 'não te faz sentir alguma coisa?’ e eles diziam,'esse não é o ponto.’ ‘Mas, então, o que diabos é o ponto?’, eu fiquei tão inconsolável. Em um momento eu queria parar de fazer música." Sarah dá todos os créditos ao apoio que Marchand concedeu a ela para continuarem comprometidos. “Se não tivéssemos feito um disco juntos, eu teria mandado ele ao inferno e ido para casa. Mas, em vez disso, eu pensei, 'não, eu não vou voltar para casa com o rabo entre as pernas’. Eu tinha muito orgulho por isso”.

Foram 14 meses de promoção do disco, interrompidos pela participação de Sarah em um documentário sobre prostituição infantil e pobreza no Camboja e na Tailândia. A experiência nos dois países serviu de inspiração para escrever o próximo disco, Fumbling Towards Ecstasy. Lançado em 1994, o terceiro álbum de Sara vendeu mais de 2,2 milhões de cópias e estabeleceu uma base de fãs leais. Sarah escreveu a maior parte do álbum enquanto vivia em uma pequena casa perto do estúdio de Marchand em Montreal. "A maior parte do meu sucesso veio por meio de turnês e reprodução de vídeo, e imprensa realmente boa." O álbum também ganhou Sarah uma indicação ao Grammy de Melhor Álbum Alternativo. Possession, o primeiro grande sucesso do álbum, foi escrito a partir da perspectiva de um fã obsessivo. A experiência de Sarah com um stalker foi a inspiração por trás da música. O fã processou Sarah pelos direitos da canção, mas se suicidou antes que a matéria fosse ao tribunal. "Eu estava em Copenhagen quando descobri que ele se matou. Eu realmente não sabia o que sentir. Eu não me sentia culpada, e quase me senti culpada por algo que não fiz. Eu só pensei ‘isso não tem nada a ver comigo’. Eu tive uma compreensão muito clara de tudo aquilo desde o início". Este tema foi explorado no livro do autor canadense Judith Fitzgerald Building a Mystery: The Story of Sarah McLachlan & Lilith Fair.

Durante a turnê de Fumbling Towards Ecstasy, Sarah namorou o tecladista, Dave Kershaw, mas o relacionamento terminou durante o meio da turnê. Sobre a relação, o baterista Ashwin Sood diz "Sarah e Dave eram dois dos meus melhores amigos, por isso eu ficava muito irritado com os dois por não serem capazes de lidar com isso. Eu ia para fora do palco gritando com os dois, dizendo 'vocês resolvam isso, está afetando o show’. Eu nunca tomava partido. Eu queria trabalhar para ambos. Eu queria que todos fossem felizes."

Depois da turnê de Fumbling Towards Ecstasy, Sarah sofreu um sério bloqueio para escrever as músicas: ela não tinha certeza se seria capaz de escrever novamente. "Eu perdi lentamente quase cada centímetro de mim. Coisas saiam da minha boca e meia hora mais tarde eu pensava 'que diabos foi isso?’. Eu tinha toda essa experiência e não havia tempo para processá-la. Então, esse foi o bloqueio." No entanto, Sarah foi capaz de trabalhar em seu próximo álbum depois de conhecer uma massagista e terapeuta de regressão. "Ela vai direto ao ponto. Ela me leva de volta a esses tempos e me dá a responsabilidade de me reerguer e o que eu realmente precisava, o que é o amor – como um amor de mãe, mas eu tinha que me dar este amor. Foi um milagre."

Depois de namorar por dois anos, Sarah se casou com o baterista de longa data e amigo Ashwin Sood, em fevereiro de 1997.

Sarah McLachlan tem atraído um grande número de fãs e elogios da crítica por sua voz assombrosa e letras carregadas de emoção. Em 1997, Sarah criou e comandou o festival itinerante Lilith Fair, uma turnê de concertos liderados por artistas do sexo feminino que decorreu durante três verões consecutivos. Lilith Fair ajudou a lançar a carreira de novos artistas femininas como Dido e Nelly Furtado e chamou a atenção para várias questões sociais que afetam as mulheres. A turnê contou com a presença de 2 milhões de pessoas e levantou mais de US$ 7 milhões para instituições de caridade. Além disso, o sucesso da Lilith Fair estabeleceu a importância de Sarah na indústria da música.

Também em 1997, Sarah lançou Surfacing, seu álbum mais bem sucedido até à data, que chegou ao segundo lugar da parada pop. Produzindo uma série de hits pop incluindo Building a Mystery, Angel, Sweet Surrender e Adia, Surfacing introduziu a música de Sarah para milhões de novos fãs. O disco chegou a vender mais de 10 milhões de cópias e fez com que Sarah recebesse dois prêmios Grammy em 1998, por melhor performance feminina de pop/rock com a canção Building a Mystery e melhor canção instrumental com Last Dance.

O grande papel de Sarah na Lilith Fair também resultou em grandes reconhecimentos a ela. Em 1998, ela foi premiada na Elizabeth Cady Stanton Visionary Award pelo governador de Nova Iorque George Pataki por promover a carreira das mulheres na música. Depois Sarah recebeu a maior honra que um cidadão canadense pode receber, sedo nomeada como Oficial da Ordem do Canadá em 1999. Cedida pela governadora geral Adrienne Clarkson,a nomeação foi em reconhecimento à sua carreira de sucesso, seu papel na Lilith Fair e pelas contribuições de caridade feitas por ela a abrigos de mulheres do Canadá.

Ocupada com o sucesso, Sarah conseguiu lançar apenas um disco ao vivo em 1999, Mirrorball, um CD de compilação ao vivo, que lhe valeu muito sucesso comercial e aclamação da crítica. A música I Will Remember You, que entrou na trilha sonora do filme Os Irmãos McMullen, fez Sarah levar o Grammy 1999 de melhor performance feminina de Pop/Rock. No ano seguinte, ela interpretou a canção When She Loved Me no Oscar, onde concorria pelo filme Toy Story 2.


Em 2001, McLachlan foi nomeada com outra honra, agora pela Ordem da Columbia Britânica. Ela recebeu o maior reconhecimento da província, por excelência e conquistas em sua vida, por conta da dedicação de Sarah para a melhora da vida dos cidadãos.

Foram seis anos longe do estúdio, até que lançou em 2001 o álbum Afterglow, que significa “brilho ou luz que permanece depois do pôr do sol”.

Enquanto produzia o CD, Sarah perdeu a mãe para o câncer, e deu à luz sua filha, India. O tão aguardado CD estreou no número dois na parada Billboard 200. O CD inclui os singles Fallen, Stupid, e World on Fire.

"Acho que às vezes tudo o que você precisa é ouvir alguém dizer a mesma coisa que você está passando para perceber que você não está sozinho. Eu tento colocar um pouco de senso de esperança para as músicas, em qualquer que seja a situação de modo que não é só sujeira, labuta e uma vida de miséria. Você tem que tentar encontrar o lado bom das coisas."
-- Sarah McLachlan

Em outubro de 2006, Sarah lançou um disco de canções natalinas, Wintersong, no qual figuram regravações de John Lennon (Happy Christmas(War is over)) e Joni Mitchell (River), bem como composições próprias (Wintersong). Esse disco foi indicado ao Grammy 2007 na categoria de Melhor Álbum Vocal de Pop Tradicional. Neste mesmo ano, Sarah ainda gravou a canção Ordinary Miracle para a trilha sonora do filme A Menina e o Porquinho (Charlotte's Web).

Em 22 de junho de 2007, nasce a segunda filha de Sarah e Ashwin, que recebeu o nome de Taja Summer, que significa "coroa" no idioma Hindi. Em 2008, Sarah e Ashwin se separaram.

Já com mais de 40 milhões de discos vendidos, Sarah mantém uma instituição voltada ao ensino de música a crianças que, de outra forma, não possuiriam acesso à educação musical, denominada Sarah McLachlan School Of Music.

Em 15 de junho de 2010, é lançado o álbum Laws of Illusion, o primeiro de canções inéditas em sete anos. O ano de 2010 também marca a volta do festival Lilith Fair.

De volta ao estúdio em 2013, Sarah começou a unir os pedaços de algumas composições que têm feito para elaborar o álbum Shine On.

Sarah já coleciona na bagagem 3 Grammys e 9 JUNO Awards, e já vendeu mais de 40 milhões de álbuns ao redor do mundo.

Atualmente, Sarah reside em Vancouver, com suas duas filhas.

VISÃO GERAL
Nome completo: Sarah Ann McLachlan
Nascimento: 28 de janeiro de 1968
Origem: Halifax, Nova Scotia
País: Canadá
Mãe: Dorice McLachlan
Pai: Jack McLachlan
Irmãos: Ian e Stewart
Relacionamento: divorciada de Ashwin Sood (casada de 1997 a 2008)
Filhas: India Ann Sushill (nasc. 06/04/2002) e Taja Summer (nasc. 22/06/2007)
Instrumentos: Vocais, piano, violão, guitarra, dobro, harpa, ukulele
Influências: Peter Gabriel, Simon and Garfunkel, Kate Bush, Joan Baez
Período em atividade: 1988–atualmente
Gravadoras: Arista, Nettwerk, Verve
Afiliações: Lilith Fair

ALGUMAS CURIOSIDADES...
...seu sabor de sorvete favorito é de chocolate com manteiga de amendoim
...é obcecada por quebra-cabeças
...adora surfar e ir à praia
...a maioria do trabalho artístico dos álbuns de Sarah é feito por ela mesma
...uma das coisas que ela mais gosta de fazer é comer e cozinhar
...seu cantor favorito é Peter Gabriel
...ela já namorou com o produtor Pierre Marchand
...gosta muito de tomar café expresso
...seu álbum favorito é o Afterglow
...o primeiro instrumento que ela teve foi um ukulele